segunda-feira, 19 de abril de 2010

hj é dia do segunda sem carne, mas acho ess assunto também beeeem recorrente rsrsrs, repensemos amigos repensemos, sempre ...

Oi Neide!, O ser humano é mesmo muito estranho, e está a kilometros de distância de se afastar do próprio umbigo ( se é que essa frase pode ser concebida kkkkk), essa passagem do Petrini pelo Brasil, sinto que, causou mais equívocos do que esclarecimento, simplesmente pq nós, seres humanos, não conseguimos digerir alguém que por acaso fala em nome de muitos com verdadeiras intenções, e com conhecimento de que se tiver bom pra muitos estará bom para ele próprio, pq será que é tão difícil entender isso heim?


E aí a sabatina começa!!!!, não pode errar, não pode se equivocar, tem de ser perfeito.......

Queria aqui, humildemente dar outras respostas às perguntas do texto do querido Josimar Mello.



- Quem quer ser um camponês?

- Ribollita ou feijoada esférica ?

- Petrinni exagerou na paródia ?



Minha resposta pra essas questões pra mim são a seguinte:

Em nenhum momento desde que soube do conhecimento do SLOW, (há dez anos, sou associada há um ano), ouvi o movimento dizer que deveriam mesmo manter camponeses ignorantes e mal informados com despreparo imposto pela alienação a que são submetidos, sua impossibilidade de se apropriar de valores, em nenhum momento ouvi ser proferido que a sofisticação da gastronomia é uma bobagem, (tanto é que, Petrinni soube identificar a boa gastronomia que minha querida Helena Rizzo executa), e acho que um exagerinho numa paródia depois de algumas taças de vinhos seja lá qual for a uva é absurdamente HUMANO!, e quem não se equivoca, não provoca questionamentos estou errada?



Enfim o que eu entendo por SLOW FOOD, e quero ser retratada se estiver errada, é que o movimento valoriza a gastronomia na sua essência, com todos os cuidados que as coisas essenciais devem ter, e que claro que um homem que inventou esse movimento deveria ser um gourmet experiente.O que ele propõe com a criação do slow food, é simplesmente revermos se tudo o q está sendo feito com a gastronomia desde o campo até a mesa, é bom, limpo e justo, como estamos fazendo em todas as outras áreas da sustentabilidade do planeta, podemos até fazer uma comparação com uma grande corporação financeira que quando tem algo de errado, para, reanalizar e muda a estratégia, ao invés de voltarem no tempo e esconderem seu dinheiro embaixo dos colchões....



georgia bastos - gastronomia



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Em 19/04/2010 08:04, Neide Rigo < neide.rigo@gmail.com > escreveu:



http://josimarmelo.blog.uol.com.br/arch2010-03-21_2010-03-27.html#2010_03-27_21_01_30-4877516-0



O jantar com Petrini, a idealização dos camponeses e o aroma do vinho

A última ceia do italiano Carlo Petrini (fundador e presidente do Slow Food) no Brasil, depois de uma semana atribulada, foi longa mas tranquila. Éramos apenas quatro, num jantar de quatro horas no Maní. Deu para conversar calmamente, e pude observar mais de perto essa figura carismática, que encantou todas as platéias para as quais falou desde que chegou a Brasília, no sábado 20 de março, para o encontro Terra Madre Brasil 2, em Brasília (para saber mais sobre o evento, veja matéria aqui no Basilico).

O ex-militante comunista, ainda hoje jornalista gastronômico, hoje corre o mundo militando pela causa dos alimentos "bons, limpos e justos" -- bons de sabor, limpos no meio ambiente e justos socialmente --, que já atraiu ao Slow Food mais de cem mil afiliados.

Em suas falas a que assisti aqui no Brasil esses dias -- duas em Brasília, duas em São Paulo -- ele esparrama um charme que se apoia na forma como abraça seus ideais. Cara de esquerda na juventude, envelheceu "sem perder a ternura" nem as convicções básicas -- que não obstante, adaptou para os novos tempos, encantando a juventude e os idealistas mais velhos que vêm seus antigos companheiros pulando aos saltos para o outro lado da barricada...

(Foto Carolina Amorim / Divulgação)



Carlo Petrini fala durante jantar no Terra Madre Brasil, em Brasília

Quem quer ser um camponês?

O seu discurso sempre fala da simplicidade, do modo de vida e de comer dos nossos avós, de valores humanos perdidos. É bonito e faz sentido. Mas pode ser perigoso diante do crescente endeusamento da burrice e da ignorância (como mostrei no post sobre os chatos), como se (neste caso do Slow Food) a ingenuidade do camponês pobre, do caboclo isolado, fossem um ideal. Não são. Os conhecimentos que esses produtores têm da terra, assim como seus produtos, são um patrimônio valiosíssimo; mas sua falta de cultura geral, seu despreparo imposto pela alienação a que são submetidos, sua impossibilidade de se apropriar de valores (da cultura, da gastronomia etc.) que parte da humanidade usufrui, não deveriam causar inveja a ninguém.

Na véspera do nosso jantar, no encontro Entre Estantes e Panelas, Petrini fizera o elogio da comidinha da vovó (citava a ribollita toscana), feita de ingredientes simples, como a única que é histórica, que ficará para sempre, ao contrário da nouvelle cuisine francesa... Derramou ali o combustível que os reacionários da culinária sempre esperam, quando querem criticar as inovações. Completou depois sua peroração perigosamente conservadora ridicularizando um suposto amigo que ao beber um vinho de Bordeaux, afirmou sentir ali cheiro de cavalo suado.

Entre a ribollita e a feijoada esferificada

Por sorte, na sua última ceia, não ficou dúvida de que nem ele mesmo acha que as coisas são assim. No Maní, ele se deliciou com cada prato do longo (mas leve como sempre) menu-degustação preparado pela chef Helena Rizzo. "Ela não errou um!", exclamava ele, raspando cada prato. E o que havia no prato? A ribollita da vovó? Não, Petrini urrou de prazer comendo... esferificação de feijoada, desconstrução de salada Waldorf, espuma de pupunha, ovo a baixa temperatura -- todos de paladar brasileiro, mas diretamente influenciados pela vanguarda espanhola de Adrià. Ah, e quando mudávamos de vinho, Petrini queria saber qual era a uva, onde era feito... Um gourmet de verdade.

Naquele dia ele tinha almoçado churrasco e feijoada num boteco. À noite, atacou esferas e espumas. E teve prazer nas duas refeições. Pois não há contradição entre apreciar nenhum tipo de boa cozinha -- seja a trivial, seja a clássica, seja a de vanguarda.

Petrini exagerou na paródia (disse ele)

Em dado momento do longo bate-papo que entrou pela noite, fiz ver a Petrini os perigos que ele deflagrava ao fazer, como na noite anterior, ataques à sofisticação do paladar. Será que ele não identificava perfumes do vinho, não os chamava pelos nomes que eles têm na natureza (inclusive o cavalo suado, o piche, a violeta, o que seja)? E com isso não utilizava uma linguagem comum com seus companheiros de gastronomia?

(Parênteses: em outro momento do jantar, Petrini contou -- como lhe haviam indagado na véspera, mas ele não respondera -- de uma desavença que teve no Partido Comunista, nos anos 60: militante, ele participara de uma reunião numa Casa del Popolo em Montalcino, ao final da qual foram servidos dois vinhos locais -- um Brunello e um Rosso -- que, segundo ele, eram intragáveis; de volta ao Piemonte, ele escreveu um relatório sobre a reunião onde dizia que, se na sua terra alguém se atrevesse a servir um vinho tão ruim numa reunião, seria escorraçado como um nazi-fascista. Os superiores acharam a comparação muito forte, o relatório provocou desdobramentos delicados... mas é outra história.)

O fato é que diante da minha observação de que ele fora infeliz ao atiçar a plateia contra os que apreciam o vinho, ele disse "não, não, de fato eu exagerei na paródia". Ufa, menos mal. Ressalvou, no entanto, que não gosta que tratem o vinho como algo complicado ou aristocrático. Claro. E ninguém gosta, a não ser os chatos.

Outra coisa (se é que a história é verdadeira) é que não me parece tão inapropriado comentar um aroma típico de um Bordeaux com uma pessoa como Petrini -- que é jornalista de gastronomia, que edita guias gastronômicos, que é um gourmet experiente, que come feijoada esferificada e adora, que se interessa pelos vinhos a ponto de deflagrar uma crise no Partido Comunista por causa deles... O amigo, parece, estaria compartilhando uma sensação com a pessoa certa. A menos que estivesse passando a final da Copa do Mundo entre Brasil e Itália na TV. Nesse caso, ele não estaria sendo aristocrático, apenas um chato padrão cumprindo seu papel.

domingo, 18 de abril de 2010

pizza de qualidade !!!!

Vamos falar de coisas boas!!!!!domingão, acordei a hora que os olhos abriram, fiquei de bobeira, li revistas, dei um trato na hortinha do quintal e depoisssssss .................cinema e pizzaaaaaa

A cidade de Santos, a qual eu moro, vem se desenvolvendo gastronomicamente já a algum tempo muito timadamente, mas com bastante vontade, uns erros aqui uns acertos ali e vamos seguindo, mas infelizmente tenho de confessar que a grande maioria das vezes me decepciono bastante,de qualquer forma, não desisto, e hoje depois do cineminha sagrado do domingo ( assisti UMA MENTE QUE MENTE - Jonh Malkovitch) fui conhecer uma pizzaria relativamente nova, não tinha ido ainda por que a fachada não me atraía, um pouco sizuda demais, mas fiquei surpresa com o que vi lá dentro, digna de pizzaria do norte da Italia onde comumente são mais sofisticadas, é um mix de empório, adega, e pizaria, ambiente agradabilissimo, atendimento ok , mas o mais importante A PIZZA É BOAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!, massa fininha, mas não é cream cracker, cardápio criativo, recheio em quatidade adequado, sem aquele exagero que faz a gente engasgar rsrsrs, gostei !, espero que cresça e se desenvolva no mercado santista, infelizmente o site da pizzaria esta fora do ar, amanhã a chatinha aqui vai tentar descobrir o que acontece e ai posta aqui a url deles mas por enquanto aos santistas e visitantes da cidade passem lá:

Av. Whashigton Luis, 420 - Gonzaga - Santos

quinta-feira, 1 de abril de 2010

georgia bastos gastronomia e ambientes

georgia bastos gastronomia e ambientes

preciso falar sobre isso ..........




xeretando uns blogs de cozinha atrás de uma receitinha caseira de bolinho de batata com carne moída , me deparei com um que elegia os top 5 do momento e confesso que fiquei assustada, seria mesmo esse um blog de gastronomia, com tantas praticidades que parece até que fosse genial se a comida viesse diretamente da tela do computador......., tudo bem eu entendo que ninguém é obrigado a saber, ou gostar de cozinhar, mas pra quem se propõe a isso......imagino comida como um ato de amor e sinceramente não quero que esse ato fique pronto em cinco minutos com um copo de água no microondas, nem que morangos sejam modificados geneticamente para vir em cachos como uvas, e nem que quando nosso querido e famoso refogadinho brasileiro de alho e cebola que inicia a maioria das nossas receitas  não tenham apreciado seu aroma por que esses ingredientes também foram modificados geneticamente para não ter cheiro!, e muito menos viver em um lugar onde os restaurantes precisam de um dia com o cardápio mais barato ou pq seus preços são exorbitantes ou seus frequentadores não podem pagar pelo preço justo.....francamente, isso é mesmo modernidade ou essas noticias foram postadas nesse blog pq hj é o dia da mentira , me digam me digam por favor que minha segunda alternativa está correta .....