segunda-feira, 29 de março de 2010

sobre panelas, palestras, “slow food”, saúde pública, e um inimaginável mundo não tão moderno assim................



tenho de admitir , minha cabeça pode ser chamada de uma salada russa, ou uma sopa de letrinhas com tantas informações a serem sintetizadas, e numa velocidade que definitivamente não é a minha, prejudicada com dengue então, nem se fale.....mas vou tentar dar uma organizada em tudo isso, vamos lá.



O assunto do momento é a tal da sustentabilidade do planeta, os movimentos vegetarianistas, as terapias orientais nesse mundo ocidental dos fast food de comida japonesa ( é saudável!, brindam tantos) e nada de ninguém olhar para o próprio umbigo.



Semana passada estive em uma palestra onde falava-se do retorno à terra, a importância de saber de onde vem o alimento que nos nutre, o respeito por aquele que o produz, e se produz da tal maneira “sutentável”, assunto que com certeza me interessa muito, mas que sinto uma enorme dificuldade de compartilhar com os que me cercam e por conseqüência mais amo, pessoas que cresceram juntas de mim literalmente falando, caçando minhoca com a mão, colhendo frutas do pé e preparando fogueiras no quintal pelo simples prazer primitivo e infantil de estar perto do fogo, um ato tão humano, e de repente me deparo com essas mesmas pessoas me perguntando se contraí minha dengue nesse mesmo quintal frutífero, cheio de natureza, um pouco envelhecido pelo tempo como todas as coisas ficam, simplesmente por que supõe que perto do mato tem mosquitos.

E é verdade, perto do mato sempre tem mosquitos, mas que eu saiba, em todas as campanhas que conheço contra essa epidemia nunca é aconselhado o corte das arvores do quintal, cimentar os jardins das casas e prédios onde vivem plantas e flores para enfeitar e alegrar quem passa, e muito menos, trancarem-se dentro dos seus apartamentos com os ares condicionados ligados, muito pelo contrário, a campanha pede as pessoas para não ter flores já mortas em vasos com água, irem as ruas tomando conta da sujeira acumulada, por que essa doença é uma doença urbana, mais uma doença das nossas grandes cidades asfaltadas, nossos cada vez menores quintais impermeabilizados por azulejos de onde as águas da chuva não conseguem voltar para a mãe terra ( expressão tantas vezes repetida por Carlo Petrini), e é por isso que ficamos doentes.

Precisamos nos conscientizar cada vez mais que a natureza não é nossa inimiga, nós fazemos parte dela e que sem ela não conseguimos sobreviver, faço coro mais uma fez com o estimado senhor italiano perguntando: me tragam soluções para a nossa sobrevivência saudável que não venha da natureza e aí, podemos sentar e tentar discutir, atenção amigos, atenção família, onde estão colocando a suas atenções e antes de ter um “pré-conceito”, em relação ao que ignora, tente se atualizar pra não ficar doente.



Bjs



..... e como toda semana me propuz a colocar uma receitinha sem carne, para dar apoio à campanha do ex-beatle, hj vou ensinar a preparar a deliciosa batata com chicória pratinho da minha mamãe.


quando ela faz só pra mim é assim
uma batata média descascada e fatiada a portuguesa , meia cebola fatiada bem fininha, um dente de alho amassado, ( eu gosto de dois, mas ela insiste que um tá bom, pra que exagero diz), flhas de chicória rasgadas e daí faz assim: coloca na panela de fundo gorsso um fio de azeite, espalha a cebola, o alho, as batatas, um pouco de sal, as folha por cima pra fazer o bafo, fogo bem baixinho como a velhinha gosta e quando menos se espera tá aí meu comfort food preferidoooo!!!!

segunda-feira, 22 de março de 2010

SEGUNDA SEM CARNE - moussaka de ricota com purê de inhame

......esse meu blog meio esquecido por um tempo, se propõe a falar das coisas boas da vida ( ou o que eu considero coisas boas da vida) e depois de algum tempo matutando o que "postar", pra não cair no senso comum das frivolidades da vida resolvi me dedicar a campanha SEGUNDA SEM CARNE, quem não sabe do que se trata e se interessar tem o link aqui no blog, e nada como uma segunda pra gente começar a cumprir nossas infindáveis promessas.
A campanha além de outras coisas tem como proposta a frase DESCUBRA NOVOS SABORES, e como é segunda,  me empolguei e resolvi adaptar essa receita que eu simplesmente aaaaaamoooo, na versão original, e que na minha também ficou muito boa, lá vai !!!vegês de plantão essa é pra vcs!!!!!

moussaka de ricota com purê de inhame*

ingredientes

1 beringela grande fatiada no sentido do comprimento grelhada
queijo parmesão para gratinar

para o purê de inhame
3 inhames cozidos
1/2 copo de leite
1 colher de manteiga
1 colher (café) noz moscada ralada na hora
sal

para o molho de ricota
1 xicara de passata de tomate
2 colheres de sopa de azeite de oliva
2 tomates consassê
2 dentes de alho picados
50 grs de azeitonas pretas sem caroço picadas
sal
folhas de manjericão para aromatizar ( as minhas colhi do meu vaso do quintal, plante o seu também num vasinho na varanda, ele só pecisa de muito sol, carinho e um pouco de água, e o sabor huuuuuummm!!)
150grs de ricota ralada temperada com um pouco de canela e sal

modo de preparar

purê de inhame
amasse o inhame cozido ainda quente no espremedor de batatas, acrescente o leite, o sal, a noz moscada, leve ao fogo e mexa até que fique um creme.Reserve.

molho de ricota

refogue o alho no azeite, acresente o tomate e em seguida a passata de tomate, deixe cozinhar com o fogo baixo e a panela tampada por 5 minutos mexendo de vez enquando, acrescente as azeitonas, sal  e as folha de manjerição, cozinhe por mais 2 minutos tire do fogo acrescente a ricota temperada.

montagem
Em um refratário untado com um pouco de azeite, cubra o fundo com uma parte da beringela, coloque uma parte do molho, depois beringela, molho, cubra com o purê de inhame, polvilhe com o parmesão e leve ao forno a 200 C , por aproximadamente 20 min.


*O inhame é um rizoma rico em carboidratos sendo uma excelente fonte energética. Também é rico em vitaminas do complexo B e sais minerais como cálcio, fósforo e ferro. É uma hortaliça de fácil digestibilidade. Originou-se na Ásia, espalhou-se para a América através da África e vem sendo cultivado há mais de 2400 anos na Índia e há mais de 2000 anos no Egito. Pertence à família Aracea, assim como o cará e a taioba.
http://www.9starki.com/sonia/inhame.htm saiba mais nesse link.